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O corpo fala

Data adicionada : March 02, 2016 06:00:05 PM
Autor: Cláudia Fonseca
Categoria:
 
Cláudia Fonseca
02 maro 2016




Um dia sentei-me frente a frente comigo. Entre nós só havia um espelho que nos separava. E olhei-me atentamente. Sabia que me querias dizer algo, mas para isso tinha de aprender a ouvir-te. A parar, a silenciar.

Muito se fala da importância da comunicação não verbal. Estudos indicam que é responsável por 93% do processo comunicativo. "Regra", 7% da comunicação seria atribuída ao componente verbal (seu significado), 38% ao componente vocal (no caso específico, o tom da voz) e 55% ao componente facial (expressão facial). Daí que somando 38+55 resulta a linguagem corporal mágica proposta de Albert Mehrabian (1967) que a comunicação não verbal é responsável por 93% de toda a comunicação.

Se os números indicados acima são efetivos pouco importa, apenas é pertinente refletir que representa maior importância do que as palavras que são expressas. Costumo dizer que as palavras mentem. Muitas vezes quando nos perguntam "Está tudo bem?" e respondemos "sim" e na verdade estamos preocupados, carregados, o nosso corpo denuncia-nos, seja a fisiologia, o tom de voz… A realidade é que estamos tão ocupados que não prestamos atenção.

E o corpo informa-nos a todo o momento como está a nossa saúde, através de tensões que se espalham. É muito comum as tensões no pescoço, nas costas relacionadas com a postura sedentária de estar sentado na secretária, mas que revela o acumulo de preocupações e stress. E o corpo pede que lhes prestemos atenção, que o possamos cuidar e nutrir.

Nos dias que correm fala-se muito em meditação, em técnicas de respiração que não fazem mais do baixar o ritmo dos pensamentos, acalmar a mente e trazer maior atenção e relaxamento do corpo físico para que ele liberte tensões e emoções.

É nesse relaxamento do corpo que permitimos criar espaço para o novo, para criar, para sonhar, para entrar em contacto connosco.

Mudamos o estado que nos trava, acionamos novos movimentos, daí a importância de "mexer o corpo pela sua saúde", colocar o corpo a produzir substâncias hormonais que acionem motivação e entusiasmo, com o exercício físico, a alimentação como forma de saciar o corpo com energia que realmente o nutra. Criar imagens mentais que afetem positivamente o corpo e o afeto, o toque para que o indivíduo desenvolva a perceção corporal e se possa sentir.

Quando aprendemos a ouvir sabemos responder e tratar melhor as nossas necessidades e promover a saúde física, mental, emocional e espiritual.

 
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