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OS INIMIGOS DE PORTUGAL

Data adicionada : February 22, 2016 05:00:04 PM
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22 fevereiro 2016


É vergonhoso, mas, cada vez mais evidente, que a campanha contra o governo, com o Orçamento na primeira linha, se radicalizou entre os ex-governantes e os analistas que comem à mesma mesa, pressionando, escandalosamente, as instituições estrangeiras para derrotar o governo e desacreditar as suas políticas económicas. Será, por acaso que, depois das visitas de ex-governantes a Bruxelas, ecoem, no Parlamento Europeu, as perguntas dos deputados da direita que manda na Europa, sempre no sentido de pôr em causa as políticas de António Costa? Felizmente para Portugal, mau grado as políticas falhadas de Bruxelas, do que não restam, hoje, quaisquer dúvidas, tantos são os estudos e as opiniões que vão nesse sentido, tem tido a coerência de, pelo menos, guardar as aparências e deixar governar quem foi legalmente encarregado de governar Portugal, por mais azias que isso provoque.

Afinal, a governação de Costa será, como essa gente apregoa, juntamente com os seus legionários, mais do mesmo? Dá, de facto, com uma mão e tira com a outra? Ou estes chavões serão apenas mais uns chavões que os direitistas derrotados cantam à saciedade, como os papagaios, bichos que não precisam de miolos, mas apenas de ouvir dizer e repetir.

É evidente que há muitas mudanças positivas que mostram que a governação alterou o rumo entrando por um caminho novo que, se tiver sucesso, reporá o país na senda do progresso e da modernização, que descarrilou quando a direita tomou o poder de assalto, com estranhas ajudas.

Com o novo Orçamento de Estado, mau grado a visão redutora da Europa que privilegia as estatísticas em detrimento das pessoas, apoiada em opiniões divergentes dos próprios europeístas que mandam em Bruxelas, as pessoas saem beneficiadas, recuperando parte dinheiro que lhes fora roubado. A carga fiscal directa baixa, sendo substituída pela indirecta, o que permite que nem todos comam por tabela, como acontecia antes, o que é mais justo. Também não é menos importante a escolha dos ministros que assumiram as pastas estratégicas. Lembremos, por exemplo, a nova direcção da Educação, num sentido novo, moderno e correcto, ao contrário das opiniões ridículas de quem pouco percebe do assunto, mas alinha no coro dos manipuladores da opinião. Haja, em vista, por exemplo, a última reacção dos consultores que opinam sobre o assunto, cozinhado pelo presidente e outro elemento e, depois, apoiado pelos restantes membros, sem qualquer meditação colectiva e que, hoje, já despoletou reacções adversas. De destacar igualmente as novas políticas do ministro da Ciência para a investigação e a inovação, na senda do que fizera Mariano Gago. Também o Simplex, interrompido pelo governo anterior, vai retomar a sua força e, dentro em breve, sentiremos os efeitos positivos dos esforços de Maria Manuel Leitão Marques, que ficou conhecida como a "Srª. Simplex" e a quem muito devemos da modernização de Portugal, como foi o caso do cartão de cidadão, por exemplo. Também o slogan "dar com uma mão e tirar com a outra" é mais uma aleivosia, pois as decisões vão no sentido de aliviar a austeridade que estava a empobrecer-nos, sem norte. Igualmente, o dinheiro dos Fundos europeus começou a ser distribuído pelos empresários empreendedores (já quase 100 milhões de euros, como fora prometido na campanha eleitoral).

Mas, sobretudo, o que não é menos importante, antes pelo contrário, temos agora governantes que não dizem ámen a todas as decisões impostas por Bruxelas, mas dão luta e vão conseguindo o que é possível conseguir, o que sempre é melhor do que nada. Deixar a subserviência pode ser um trunfo muito importante para se iniciar a mudança.

NB. Hoje, ouvi o ex-primeiro ministro a vociferar contra Costa por causa da chamada de atenção ao Banco de Portugal por adiar medidas que já deviam ter sido tomadas. Embora concordando que não foi muito feliz a chamada de atenção pública, isso não tira razão ao primeiro-ministro que tem o dever de defender os interesses dos Portugueses e, portanto, legitimamente, deve chamar a atenção a quem não cumpre. Por outro lado, na origem da questão, está a recondução do Presidente do Banco de Portugal pelo anterior governo, em fim de mandato, um erro político colossal. Se alguém teve pouco senso foi, sem dúvida, Passos Coelho, que também já esqueceu o modo escandaloso como desrespeitou o Tribunal Constitucional. Como a memória destes cavaleiros andantes, esfomeados pelo poder, é tão curta! Assim como o seu propalado patriotismo.

 
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