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Data adicionada : February 14, 2016 05:00:04 PM
Autor: Cláudia Luz
Categoria:
 
Cláudia Luz
14 fevereiro 2016



Certamente que todos tivemos os nossos heróis enquanto crianças. Um personagem ou mesmo alguém real que idolatrávamos e queríamos imitar. Trata-se de um processo de transferência que nos permite, entre outras coisas, construir a nossa personalidade. As marcas e as suas campanhas publicitárias têm cada vez mais trabalhado esta relação de transferência e idolatria das crianças. Elas são verdadeiramente uma máquina de fazer dinheiro.

Se pensarmos no marketing político, podemos referir que trabalha igualmente este processo de transferência, neste caso, dos eleitores em relação aos políticos. Existe a expectativa destes evidenciarem características que se considerem importantes em alguém que vai liderar processos que envolvem a vida de muitos de nós. Optamos um partido ou um político que, tendencialmente, nos dê mostras de que agirá de uma forma que consideramos a mais correta, colocando assim uma carga afetiva no nosso voto. São estabelecidos mecanismos de identificação e construções simbólicas com o candidatado/partido que poderão depender de vários inputs que podem influenciar o voto, desde a conjuntura económica do país, alguma situação importante a nível local, entre outras. Lembremos que "… no plano de marketing, reporta-se ao facto de os consumidores aspirarem a consumir produtos que estejam de acordo com a imagem que fazem de si mesmos. Trata-se de fazer corresponder a imagem do produto e a imagem de si." (Helfer) No marketing político o produto é o candidato (ou partido) que é "consumido" pelos eleitores.

* Mestre em Gestão Pública

 
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