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OS MEUS DESEJOS PARA 2016

Data adicionada : January 08, 2016 05:00:03 PM
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Categoria:
 

08 janeiro 2016


Embora tenha a noção que o passado e o futuro não existem, que só existe o presente que vivemos, o agora, pois o passado são apenas farrapos de recordações que, às vezes, só servem para nos atormentar, e, tendo a certeza de que o futuro é feito de projecções, de desejos, de ilusões, sempre sabe bem desabafar e inventar algo que gostaríamos que acontecesse. É uma maneira de lavarmos a cabeça, de peneirarmos as ideias, uma oportunidade de inventarmos um mundo diferente daquele que temos de digerir, no presente, uma oportunidade de fuga para a frente, mal comparado, já se vê. Pois é.

Que gostaria eu que acontecesse em 2016?

Comecemos pelo fim das guerras. Como seria o mundo sem guerras? Já nem sei o que isso é, pois sempre, desde que tenho memória, a guerra e os seus horrores estiveram presentes no meu dia-a-dia, fruto de uma civilização da violência, do ódio, do confronto, da exibição do que há de mais primitivo no homem. Ora, se as guerras acabassem, isso significaria uma mudança radical do Homem e da civilização de sua responsabilidade. Implicaria que o homem ergueria os valores da vida, as belezas do coração, da natureza e da alma muito acima do valor dos cifrões. Os cifrões, a ambição dos bens materiais transforma o Homem numa fera sem escrúpulos. Acabar a guerra significaria retomar o caminho da civilização, isto é, colocaria o Homem na senda de um real progresso, com prioridade para a felicidade de todos. Uma utopia. Mas, as utopias matam. Pois. Mas, só matam, se o Homem quiser. Portanto, embora não sejam realizáveis, também podem ser um caminho de mudança para melhor.

Comecei por desejar o fim das guerras e, praticamente, isso envolve todo o destino dos homens, toda a felicidade das pessoas, tudo aquilo que realmente interessa na vida: sermos fraternos, sermos realmente humanos, sermos uma esperança de vida com qualidade.

Que quero mais? Políticos competentes, gestores bem formados, que não matem as pessoas com as suas ambições de lucros em prejuízo das pessoas, que integrem as pessoas nas empresas, em vez de as expulsarem. Hoje, é fácil ser um óptimo gestor: basta encontrar modos de lucrar, despedindo as pessoas. Chegámos ao cúmulo de contratar gestores para reduzirem os custos, encontrando artimanhas que reduzam o pessoal caro para o substituir por empregados mais baratos. Não interessa já se são bons ou maus trabalhadores. A ideia é despedir, mandar para a rua, criar dramas horrorosos, matar famílias, sem ética, sem preocupações morais, sem um pingo de vergonha por se destruírem assim as pessoas, como quem bebe um copo de água. Estes novos gestores, adeptos destas políticas económicas, não passam de monstros criados por políticos ignorantes, facciosos, interessados em futuros "tachos", gente sem alma nem coração. Pois. Também gostaria de vir a conhecer políticos competentes, pois aqueles que temos, Deus me valha! mandam-nos para a Idade Média em três tempos. Com eles, duvido que Portugal venha a ser um país desenvolvido, moderno, à altura do que a natureza nos deu e que eles, em vez de rentabilizarem, têm vindo a degradar.

Já agora, peço ainda o fim do consumismo, da hipocrisia, do faz-de-conta, desta civilização da imitação, do vazio, da falta de miolos nas cabeças, da ridícula moda do visual à porco-espinho. Tenham vergonha e personalidade. É moda? Mandem a moda às malvas. Já deixei de ver certos canais de televisão, pois, em vez de pessoas normais, aparecem-me bichos espinhosos, mal-encarados, com ar de malfeitores. Ufa! Que susto!

Bem, enfim, façam o favor de ser felizes!

 
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